Conheça a primeira usina solar flutuante do mundo no Amazonas

usina solar flutuante

Em março do ano passado foi inaugurado o primeiro projeto-piloto no mundo de usina solar flutuante em lago de hidrelétrica. Localizada na Hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo, no estado do Amazonas, a usina possui placas fotovoltaicas flutuantes que irão gerar, no início, um megawatt (MW) de energia. Porém, a partir de outubro de 2017, a potência estava estimada para aumentar para cinco MW, quantidade suficiente para produzir eletricidade para 9 mil casas. Continue lendo “Conheça a primeira usina solar flutuante do mundo no Amazonas”

Conheça a Passage Du Gois: uma curiosidade da engenharia civil

Imagine passar por um local e, na volta, ele não estar mais lá? Pois é! Se um dia você for à França, vale a pena conhecer a Passage Du Gois, uma estrada que desaparece duas vezes ao dia. E como isso é possível? É perigoso? Saiba mais sobre esse fenômeno que deixa muitas pessoas surpresas!

engenharia civil

Como é a Passage Du Gois? Uma curiosidade da engenharia civil!

Essa curiosidade da engenharia civil é a única estrada que liga a Baía de Bourgneuf com a ilha de Noirmoutier, no departamento francês da Vendée. Tem 4 quilômetros e fica no meio do mar, como uma espécie de ponte, que é engolida pelas águas duas vezes ao dia, por algumas horas, sempre que a maré sobe.

A altura da água em alguns pontos pode chegar a até 4 metros, o que torna o trânsito impossível. Por isso, é considerada perigosa, embora seja usada normalmente pelos moradores locais, que preferem essa alternativa ao invés de uma ponte convencional.

A Passage Du Gois (termo que significa ”ficar com os sapatos molhados após atravessar a rua”) foi construída há cerca de 200 anos e é palco de provas tradicionais da França, como a Tour de France, uma competição de ciclismo que acontece desde 1903, e a Foulées du Gois, uma corrida contra a água, tradicional desde a década de 80 – o vencedor é aquele que atravessa a estrada antes que ela seja submersa.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Com essa característica bem peculiar, há vários anúncios alertando curiosos e turistas sobre o perigo dessa rua, além de torres de resgate que podem ser escaladas facilmente por quem ficar ilhado enquanto espera por ajuda.

Segundo especialistas, essa paisagem é conhecida como causeway, uma formação geológica que aparece em praias mais rasas, como uma elevação que parece uma estrada no meio do mar. Outro país que conta com um fenômeno parecido é a Arábia Saudita, com a Ponte do King Fahd, localizada no Golfo Pérsico.

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Monstro dos céus: conheça o maior avião do mundo

maior avião do mundo

Você conhece o maior avião do mundo? É o Antonov An-225 Mriya, chamado pela OTAN de Cossack, e foi construído para ser uma aeronave de transporte estratégico de carga. Esse verdadeiro monstro dos céus, que é o maior avião do mundo pousou no Brasil em novembro de 2016 nos aeroportos de Congonhas e Cumbica e fez a alegria de muitos apaixonados por aviação.

Esta é a segunda vez que o maior avião do mundo vem ao país; a primeira foi em fevereiro de 2010. Neste ano, depois de passar por São Paulo, a aeronave decolou em direção ao Chile.

Esta maravilha da engenharia mecânica foi construída pela Antonov Design Bureau, empresa ucraniana que fabrica aeronaves, e é considerado a maior aeronave de asa fixa do mundo. Seu design foi pensado exatamente para transportar a nave espacial Buran,  desenvolvido para aumentar o bem-sucedido An-124 Ruslan. Mriya (Мрiя) significa “Sonho” (inspiração) em ucraniano, origem da grande máquina.

Ele está disponível comercialmente para transportar cargas de grandes proporções, devido ao tamanho único de seu compartimento de carga. Para se ter noção de seu tamanho, ele comportaria, facilmente, mais de 1.500 pessoas. Além de seu interior, ele é capaz de transportar cargas na parte externa e superior da fuselagem.

Para você ter uma ideia das medidas dele, vazio, ele pesa 285 toneladas e suporta carregar até 250 toneladas. Seu comprimento é de 84 metros, e a envergadura 88m. No ar, o Antonov 225 atinge 850 km/h.

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Conheça o carro elétrico mais rápido do mundo

carro elétrico mais rápido do mundo

Você pode nunca ter ouvido falar da Rimac Automobili, mas a fabricante fundada pelo croata Mate Rimac em 2009, quando ele tinha apenas 21 anos, produz nada menos do que o carro elétrico mais rápido do mundo. Batizado de Concept_One, o modelo fabricado na Croácia foi apresentado no Geneva Motor Show 2016, evento anual de automóveis realizado em Genebra, na Suíça. Cinco anos antes, a empresa havia levado seu protótipo.

O carro, que não é mais um conceito, apesar do nome, é descrito como uma mistura de um modelo esportivo da sueca Koenigsegg e um automóvel da norte-americana Tesla, a mais famosa fabricante de veículos elétricos do mundo. Com quatro motores elétricos, que proporcionam torque total de 163 kgfm a partir de zero rotações por minuto, e 1.088 cavalos de potência, o Concept_One acelera de 0 a 200 km/h em apenas 6,2 segundos, podendo alcançar a marca de 350 km/h.

Cada propulsor do automóvel se conecta a um sistema de transmissão próprio. Suas rodas dianteiras possuem somente uma marcha, enquanto as traseiras têm dupla embreagem com duas velocidades. Mas o carro elétrico também oferece conforto, controle e modo de condução em pista e drift, adaptando-se à ocasião e às necessidades do motorista – uma direção mais calma ou acelerar até a máxima potência.

O interior do modelo, como não poderia deixar de ser, é bem equipado, com touchscreen central contornado por alumínio e fibra de carbono. O design mescla o clássico e o contemporâneo, agradando em cheio quem é apaixonado por alta velocidade e carros antigos, sem deixar o moderno de lado. Tudo para fazer jus ao conceito high-tech de um automóvel superveloz.

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Entretanto, se quiser ver um Concept_One, o carro elétrico mais rápido do mundo, encare a realidade desde já: dificilmente você encontrará um – a não ser que seja um aficionado por salões de automóvel internacionais e tenha a oportunidade de visitar alguns. Isso porque a Rimac Automobili planeja fabricar apenas oito unidades do carro elétrico.

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O que é e quais as vantagens e desvantagens do concreto colorido?

concreto colorido

Sem dúvidas, o concreto é uma das melhores invenções já realizadas na área da construção civil. A versatilidade desse composto permitiu a execução das mais incríveis obras de arquitetura e engenharia da história. Podemos ver sua empregabilidade em quase todo lugar, das menores às maiores estruturas. Normalmente, os projetistas preferem manter os tons naturais do material, variando do cinza ao marrom. Ou simplesmente revestindo-o. Mas não precisa ser, necessariamente, assim.

Existem, no mercado, excelentes alternativas de dar ao concreto uma aparência ainda mais inovadora. O tipo colorido ou pigmentado, por exemplo, é um recurso ainda pouco utilizado pelos profissionais brasileiros. Existe certa resistência de aceitação, principalmente por parte dos clientes, sobre a sua aplicação em ambientes comerciais ou residenciais. Talvez isso ocorra devido ao pouco conhecimento que se tem sobre essa técnica.

O que é concreto colorido?

O concreto colorido, assim chamado, nada mais é do que um material utilizado na forma aparente e com adição de corantes. Geralmente, as cores mais vistas são o ocre, o vermelho, o marrom e o preto – tendo melhor resultado combinado ao cimento branco. Mas, a cada dia existem novas opções. Os corantes em verde e azul, por exemplo, só são possíveis pela combinação de óxido de cromo e cobalto. Porém, isso pode custar 50% mais caro. Então, a decisão do projetista de qual a cor utilizar vai depender desse e de outros fatores.

Quando se consegue combinar, adequadamente, essa técnica à estratégia visual do projeto, o resultado é maravilhoso. O concreto colorido agrega muito valor às obras, dando um charme especial aos ambientes.  No geral, os projetos de reurbanização são os que, atualmente, mais o utilizam. Os usos ideais são em pisos, calçadas e marcações de áreas específicas. Mas existem muitos outros bons exemplos, inclusive aqui no Brasil, do uso em fachadas.

 

internet

Pigmentação do concreto

Sobre o processo, a pigmentação, preferencialmente, deve ser feita diretamente na betoneira, após a dosagem dos demais materiais que compõem o concreto. O indicado é misturar de um a um quilo e meio de pigmento para cada cinquenta quilos de cimento – melhor é o tipo Ari ou Pozolânico, que causa menos eflorescência. Toda essa mistura deve ser feita por agitação e pode ser realizada ainda na indústria ou na própria obra.

Vantagens e desvantagens

O concreto colorido pode ter um custo três vezes maior, em comparação com o convencional. A elaboração do seu traço é muito difícil, requer mais atenção. Para garantir uma boa mistura, as dosagens devem ser precisas, para evitar diferenciação de tons. A inserção errada de pigmentos, de água ou cimento pode alterar as propriedades do concreto. Algumas substâncias aglomerantes utilizadas são poluentes. Além disso, é comum aparecer eflorescência em materiais porosos ou mal compactados – mostrando coloração apagada ou esbranquiçada na superfície da peça.

Então, se é tão difícil garantir um processo eficiente, natural e homogeneizado, porque os projetistas ainda deveriam utilizar o concreto colorido?

A beleza estética, de visual alegre e agradável, é apenas um dos diferenciais desse material. Com o uso do concreto colorido pode-se reduzir uma das etapas da obra, a do revestimento. Isso diminuiria o tempo de execução do projeto, amenizando seus custos finais. Por não precisar de revestimentos, como pintura, a peça apresentará maior durabilidade, sem tanta manutenção. E, além disso, o concreto colorido apresenta boa resistência contra a poluição, contra a ação solar e outras intempéries.

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Quais as causas da queda do edifício em São Paulo?

causas da queda do edifício em são paulo

Todos nós ficamos perplexos com a queda do edifício de 24 andares em São Paulo. Mas afinal de contas, quais foram as causas da queda do edifício em São Paulo e o que poderia ser feito para que essa tragédia não acontecesse e nem se repita nunca mais?

Quais motivos levam um prédio a cair?

Para entendermos melhor o que aconteceu é importante compreender primeiro o contexto geral. Os fatores que levam um prédio a desabar são diversos e existem inúmeras técnicas e normas que devem ser aplicadas justamente para dar uma margem de erro segura para caso ocorra algum acidente repentino. Entretanto quando ocorrem um acúmulo de erros, o resultado é o que vimos nas causas da queda do edifício em São Paulo.

Na maioria dos casos, um prédio cai por basicamente três fatores principais: sobrecarga, intervenções inconsequentes e acidentes em grande escala.

No caso da sobrecarga, o que mais ocorre é um edifício possuir estrutura para acomodar um número específico de andares e com o tempo se constrói indevidamente mais um e mais outro, e mais outro. Com isso a estrutura fica completamente comprometida.

Se um morador resolve fazer uma intervenção inconsequente e quebrar uma parede por exemplo sem nenhuma consulta se ela é importante para a estrutura do edifício e um vizinho faz o mesmo e assim por diante, a queda das estruturas podem acontecer, e na verdade isto infelizmente ainda é bem frequente no Brasil.

E por último, os acidentes dentro do edifício segue sendo uma das maiores causas também. Geralmente causando uma explosão a partir de um vazamento de gás ou uma rede elétrica mal feita ou com falta de manutenção adequada. Com isso, se dá um incêndio em grandes proporções que compromete a estrutura do prédio, o fazendo vir abaixo em questão de muito pouco tempo, como foi o caso em São Paulo.

Causas da queda do edifício em São Paulo no Largo Paissandu, quais foram?

Segundo a primeira análise técnica da perícia da Prefeitura, o edifício não tinha condições mínimas de segurança contra incêndio, com uma lista enormes de irregularidades que contribuíram para o desastre.

  • Ausência de extintores;
  • Sistema de hidrantes inoperante;
  • Ausência de mangueiras;
  • Ausência de luzes de emergências;
  • Ausência de sistema de alarme;
  • Instalações elétricas irregulares: fios sem isolamento adequado e expostos, além entrada de energia improvisada;
  • Elevadores inoperantes e fechados por tapumes;
  • Ausência de corrimão nas escadas;
  • Instalações do sistema de para-raios não puderam ser avaliadas, pois acesso estava bloqueado.

“Trata-se de uma edificação ocupada por movimento social, onde os equipamentos de prevenção e combate a incêndio, ou foram retirados ou estão inoperantes. As instalações elétricas não atendem às normas técnicas, tendo sido feitas uma série de improvisações”, afirma o documento da perícia

Moradores contaram que o incêndio se iniciou por volta da 1h30, no 5º andar, e se espalhou rapidamente pela estrutura. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade mais óbvia de que tenha sido um acidente doméstico que causou o incêndio. Entretanto, apesar de remota, não está descartada a chance de ter sido algo criminoso e premeditado.


Danos ao redor do edifício

Como se o desastre da  queda do edifício em São Paulo não fossem suficiente, outros dois edifícios de grande porte também foram atingidos pelo incêndio e ficaram comprometidos. Uma igreja ao lado também teve parte de sua estrutura destruída e severamente danificada.

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França e Reino Unido querem banir a venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis até 2040

combustíveis fósseis

O ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, apresentou um plano que inclui o fim da venda de veículos movidos a combustíveis fósseis (gasolina e diesel) na França até 2040. O plano é uma forma de cumprir com o que foi acordado na Conferência de Paris em 2015.

A medida contribuirá para a melhoria da qualidade do ar em várias cidades francesas, incluindo Paris, um dos pontos turísticos mais visitados no mundo, mas que sofre com a poluição atmosférica. O problema é tão sério que foi necessário implementar o rodízio de carros na cidade no último inverno, período no qual a situação da poluição pode ser agravada pelas condições meteorológicas.

É uma meta difícil, visto que 95% dos veículos vendidos na França no primeiro semestre de 2017 foram modelos movidos a combustíveis fósseis. Por isso, o governo pretende incentivar financeiramente a população a trocar o veículo tradicional por um elétrico. Vale lembrar que a França é um país com grande importância na produção de veículos.

Combustíveis fósseis no Reino Unido

Seguindo o exemplo da França, o Reino Unido anunciou que também banirá a venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis a partir de 2040 (embora tenha sido forçado pelos tribunais a cumprir as metas de redução da poluição do ar). Outros países já são um pouco mais ambiciosos: a Noruega pretende vender apenas carros elétricos até 2025 e a Alemanha e a Índia até 2030.

Ao mesmo tempo, as empresas fabricantes de automóveis começam a voltar sua produção para veículos mais sustentáveis. A Volvo, por exemplo, anunciou que todos os modelos produzidos pela empresa terão motores elétricos a partir de 2019 (incluindo híbridos elétricos e a gasolina).

As medidas adotadas por tais países fazem com que as fabricantes de veículos aumentem a produção de veículos elétricos para atender a demanda do mercado. Ao mesmo tempo, com tecnologia disponível, mais países podem começar a banir os veículos movidos a gasolina/diesel.

Referências: Le MondeLe ParisienLe JDDThe GuardianTelegraphNYTimes.

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Como usar o Controle Estatístico do Processo para obter melhores resultados?

controle estatístico do processo
Sabe-se que um processo é um conjunto de causas que provocam efeitos. Todo gestor de produção é responsável por todos os produtos que são gerados nesse processos, tornando-se assim a autoridade máxima na área que abriga tal processo. Nos processos, o gestor é totalmente responsável por:

  • Matéria prima;
  • Equipamentos de produção;
  • Instrumentos de medição e controle;
  • Pessoas;
  • Condições ambientais do local;
  • Os procedimentos a serem executados.

Gerenciar tudo isso é o ato de buscar as causas (meios) da impossibilidade de atingir uma meta (fim), estabelecer contramedidas (plano de ação) e padronizar, em caso de sucesso.

O processo pode ser controlado ( ou gerenciado) com dois objetivos:

  • Para manter: os resultados dentro de uma faixa de valores denominada meta padrão;
  • Para melhorar: os resultados de tal forma a atingir ou superar certo valor denominado meta.

Entendendo isso, é de extrema importância utilizar ferramentas que contribua para a elevação no percentual dos indicadores e consequente aumento de produtividade. Dentre várias ferramentas, iremos conhecer o CEP (Controle estatístico do processo) que ajuda na prevenção de defeitos e ajuda na melhoria da qualidade e dos processos.

Mas o que é o Controle Estatístico do Processo (CEP)?

 

Exemplo de CEP. (Créditos: joaoflavio.com.br)
Exemplo de CEP. (Créditos: joaoflavio.com.br).

O controle estatístico do processo (CEP) é uma ferramenta que tem por finalidade desenvolver e aplicar métodos estatísticos como parte da estratégia da empresa para prevenção de defeitos, melhoria da qualidade de produtos e serviços e redução de custos.

Este recurso pode ser usado tanto numa grande empresa como na mais simples delas, tendo como característica comum o uso de uma ferramenta gráfica e pessoas capacitadas para analisar criticamente os resultados obtidos para implementarem as melhorias possíveis.

Como funciona na prática?

 

Ciclo PDCA. (Créditos: www.sobreadministracao.com).
Ciclo PDCA. (Créditos: www.sobreadministracao.com).

Primeiramente, são coletados alguns dados, que podem ser coletados aleatoriamente, em horários determinados ou em situações determinadas, bastando para isso seguir o conhecido plano PDCA (PlanDoCheckAct). Depois, esses dados devem ser compilados para retirar as informações necessárias sob a forma de gráficos, sendo o gráfico de linhas representado pelo plano cartesiano e graficamente distribuído sob forma de linhas horizontais oscilantes de acordo com o valor de leitura das amostras, onde o eixo y representa os valores e o eixo x representa a linha de tempo de cada leitura.

Como funciona a coleta de dados?

Questione e obtenha repostas eficazes.
Questione e obtenha repostas eficazes.

Enquanto gestor, você deve pensar nas seguintes questões:

  • O que quero medir?
  • Por que quero medir?
  • Qual o resultado esperado?
  • O que estou medindo realmente é o que preciso medir?
  • Existem fatores externos ou internos que podem influenciar nas respostas?
  • Os dados coletados são confiáveis?
  • Existem desvios não analisados ou fatores importantes descartados?

Obtendo essas respostas, passamos para o próximo passo que é buscar informações coerentes e que possam ser validadas na estruturação do processo. Então surgem as seguintes questões:

  • Quem?
  • Como?
  • Quando?
  • Quais os recursos necessários?

Assim que é identificado o responsável pela coleta de dados, a forma da coleta, o período e os recursos necessários, passamos a verificar os processos, ou seja, exigimos conhecimento por parte do coletor dos dados para ter certeza que as informações são verdadeiras.

As ferramentas de análise devem ser definidas também nesta fase – escolher os tipos de gráficos que serão utilizados, programas ou aplicativos para auxiliar na tomada de decisão, possíveis problemas apresentados no processo, documentos que comprovem as tomadas de decisão, sendo eles ações preventivas / corretivas, relatórios técnicos, análise de causa e efeito, etc. Os tipos de gráficos mais comuns utilizados no CEP são histogramas, gráfico de linha, Diagrama de Pareto, etc.

Caso haja alguma dúvida sobre estas informações, deve ser feito um estudo aprofundado sobre o processo em questão e um levantamento de todas as fontes modificadoras do mesmo para assegurar que não existam lacunas no processo.

Como implantar o Controle Estatístico do Processo?

A fase de implantação do Controle Estatístico do Processo deve seguir alguns requisitos, como a modelagem da ferramenta de apoio contendo campos úteis nas tomadas de decisão, por exemplo:

  • Data: define o dia em que foram coletados os dados referentes à leitura;
  • Hora: registra a hora que os dados foram coletados, objetivando a rastreabilidade do processo;
  • Responsável: define quem fez a coleta dos dados;
  • Amostra 1, Amostra 2… Amostra N: representa a composição da amostra, que poderá ter um ou mais elementos, bastando para isso definir no escopo do projeto;
  • Média: representa à média das amostras compostas de mais de uma leitura coletada, caso número de amostras seja maior que um;
  • Limites de controle: limites definidos anteriormente entre limite superior, limite de controle e limite inferior para auxiliar na visualização do processo;
  • Problema: é a descrição do problema de forma bem simples;
  • Causa: representa o porquê da ocorrência do problema ou desvio do processo, já definido anteriormente, estes dados serão usados como entrada no gráfico de pareto;
  • Ação de Contenção: representa a ação imediata tomada para conter o problema, naquele momento específico, ou seja, para cada desvio do processo será aberta uma ação de contenção no próprio documento de anotação do CEP, seja ele por meio eletrônico ou registros impressos;
  • Ação Corretiva: representa a ação que irá eliminar a causa raiz do problema, ou seja, para cada desvio do processo será aberta uma (ou mais) ação corretiva podendo ser um documento específico para investigação de causa raiz (ex: Espinha de peixe, 5 porquês, etc) e ações corretivas e prazo para verificação da eficácia.

Estando todos os campos necessários definidos, preparamos os gráficos de controle para a certificação do processo. Estes gráficos serão usados para facilitar a visualização dos desvios, ficando a critério de cada responsável a definição dos tipos usados.

 

(Créditos: www.opetroleo.com.br).
(Créditos: www.opetroleo.com.br).

O CEP traz boas vantagens para as empresas além de contribuir para que os custos desçam, pois o número e a porcentagem de peças defeituosas produzidas na fábrica vão diminuir com as melhorias na linha de produção. Portanto, com menos refugo e menos retrabalho, o custo por peça produzida vai diminuir. Enfatiza-se que existe somente uma razão para utilizar CEP em uma fábrica: aumentar o resultado financeiro, se possível no curto prazo, mas também no longo prazo. No entanto, CEP não é nenhum milagre e consequentemente ele deve ser abordado na empresa como qualquer projeto de investimento nos quais os custos são contabilizados e os benefícios previstos e medidos. Ao utilizar o CEP na sua empresa, a melhoria no processo será satisfatória.

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