Tudo o que você precisa saber sobre o Diferencial Residual (DR)

Pode até ser que, em um primeiro momento, você tenha pensado que DR fosse “discussão de relacionamento”. Mas não. A sigla, pelo menos por aqui, é pra o diferencial residual, um dispositivo que detecta fugas de corrente, isto é, quando ocorre vazamento de energia dos condutores, desarmando o disjuntor onde está ocorrendo o problema e evitando que uma pessoa possa levar um choque.

O dispositivo DR (diferencial residual) é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena intensidade (da ordem de centésimos de ampère [A]) que um disjuntor comum não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.

DR (Diferencial Residual) protege as pessoas e os animais contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente). Ao detectar uma fuga de corrente na instalação, o Dispositivo desliga o circuito imediatamente.

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Tipos de choque elétrico:

+Por contato direto
A pessoa toca um condutor eletricamente carregado que está funcionando normalmente.

+Por contato indireto
A pessoa toca algo que normalmente não conduz eletricidade, mas que se transformou em um condutor acidentalmente.

QUANDO O DIFERENCIAL RESIDUAL É OBRIGATÓRIO?

De acordo com o item 5.1.3.2.2 da norma NBR 5410, norma da ABNT sobre instalações elétricas de baixa tensão o dispositivo, DR é obrigatório desde 1997 nos seguintes casos:

  1. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais que contenham chuveiro ou banheira.
  2. Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas externas à edificação.
  3. Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos na área externa.
  4. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas normalmente molhadas ou sujeitas a lavagens.

OBSERVAÇÃO: A NBR 5410/97 prescreve a separação dos circuitos de iluminação e tomadas em todos os tipos de edificações e aplicações, independentemente do local (quarto, sala, etc).

Os motivos para essa exigência são:

  1. O circuito não deve ser afetado pela falha de outro, não permitindo que, por ocasião de um defeito em circuito, toda uma área fique desprovida de alimentação elétrica;
  2. A separação dos circuitos de iluminação e tomadas auxilia, de modo decisivo, na implementação das medidas de proteção adequadas contra choques elétricos.

 

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Nesses casos, é obrigatória a presença de um dispositivo DR nos circuitos de tomada, o que não é tão necessário quando se trata do sistema de iluminação.

 

COMO ESCOLHER O DR CORRETO PARA SUA OBRA

A corrente nominal (In) do dispositivo DR deve ser maior ou igual à corrente do disjuntor.

 

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Foto: Merlin Gerlin

 

ESQUEMA DE INSTALAÇÃO DE UM DR

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CUIDADOS NO USO

Quando um disjuntor desliga um circuito ou a instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos freqüentes são sinal de sobrecarga. Por isso, nunca troque seus disjuntores por outros de corrente mais alta (amperagem maior).

Como regra, a troca de um disjuntor por outro de corrente mais alta requer, antes, a troca dos fios e dos cabos elétricos por outros de seção (bitola) maior. Da mesma forma, nunca desative ou remova o dispositivo DR contra choques elétricos mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente.

Se os desligamentos forem frequentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito, isso
significa que a instalação elétrica apresenta anomalias internas.

A desativação ou remoção do interruptor significa a eliminação de medida protetora contra choques elétricos e risco de vida para os usuários da instalação. Veja mais no vídeo abaixo:

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